Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) conseguiram comprovar, em parceria com cientistas de outras universidades, que a associação de duas moléculas, encontradas em xaropes expectorantes comuns, reduz em 39% os sintomas dos pacientes com Covid leve ou moderada. A descoberta abre novas possibilidades para um tratamento de baixo custo contra a doença, nas suas formas leve e moderada.
Coordenada pelo Prof. Aldo Ângelo Moreira Lima, do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFC, a parte clínica foi feita com pacientes de quadro leve e moderado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Redentor em plena segunda onda da doença, no fim de 2021 e começo de 2022.
O resultado revelou que a combinação reduziu o número de sintomas em 39%, se comparados ao grupo de controle. O resultado é válido para qualquer tipo de variante do vírus da Covid-19. Outro dado importante para os pesquisadores é que a febre foi o sintoma que mais foi reduzido. “Para a infectologia, reduzir a febre é o sinal mais forte para dizer que o paciente está melhorando de uma infecção”, diz o professor da UFC.
Para o pesquisador da UFC, o resultado sugere que a bromexina seja o principal fator para a redução dos sintomas, o que abre espaço para um aprofundamento posterior do trabalho.
“Pelo estudo e pela análise que fizemos, estamos apostando que a bromexina seja crítica nesse efeito. Porque quando você coloca N-acetilcisteína isoladamente, você não tem efeito. A gente não pode dizer que a bromexina esteja com ação isolada, mas pode dizer claramente que a N-acetilcisteína não é a fonte primária (do resultado)”, explica.
Outro dado importante para os pesquisadores é que a febre foi o sintoma que mais foi reduzido. “Para a infectologia, reduzir a febre é o sinal mais forte para dizer que o paciente está melhorando de uma infecção”, diz o professor da UFC.

