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Ceará será polo de formação para epidemiologistas de campo no triênio 2024-2026

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O Ceará se tornará, a partir de 2024, um polo de formação para epidemiologistas de campo. Isso porque a Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE), vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), disponibilizará, em caráter pioneiro, as primeiras turmas de especialização do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS-Intermediário) do Nordeste.

Até 2026, a expectativa é de que a iniciativa capacite cerca de 60 profissionais de saúde de todos os estados que integram a região. O formato da seleção ainda está sendo definido, mas o início das atividades está previsto para março do próximo ano e será divulgado pela ESP/CE.

Os cursos serão realizados pela Gerência de Pós-Graduação em Saúde (Gepos) da autarquia estadual, por meio de parceria firmada com o Departamento de Emergência em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância, Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS).

Para a gestora da Gepos, Ligia Lucena, o treinamento seguirá a vocação que o equipamento tem de estimular o aperfeiçoamento da força de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente no campo da Vigilância em Saúde.

“Esse é um projeto inovador, quando consideramos os múltiplos papéis assumidos por esses epidemiologistas nos seus campos de trabalho, no seio da nossa sociedade e junto da administração em Saúde, uma vez que eles, muitas vezes, validam as tomadas de decisões da gestão pública”, destaca Lucena.

O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde (MS), Márcio Garcia, também salienta o trabalho realizado pelo Brasil, ressaltando o desafio que cada localidade tem de ampliar o número de epidemiologistas de campo em todo o território nacional.

“Além de formar pessoas do Ceará, a instituição vai receber profissionais de saúde de outras cidades nordestinas. É desse modo que esperamos avançar no desenvolvimento da epidemiologia de campo na região”, afirma o gestor.

Os epidemiologistas de campo têm a função de fortalecer a capacidade de preparação e resposta aos eventos e emergências em saúde pública. Foto: Arquivo ESP/CE

O protagonismo da ESP/CE no projeto tem sido pautado desde a oferta das primeiras turmas da iniciativa de nível fundamental, lançadas em 2017. Até então, apenas turmas nas modalidades avançadas para profissionais pós-graduados haviam sido disponibilizadas no Brasil. Na ocasião, o Ceará foi igualmente polo formativo do projeto. Desse período até 2022, o órgão formou mais de 262 egressos.

Agenda Externa

A ESP/CE participou, em outubro, do lançamento do EpiSUS Intermediário na cidade de Belém. Foto: Arquivo Pessoal

Engajada com o acompanhamento da formação no âmbito nacional, a ESP/CE participou, em outubro, do lançamento do EpiSUS Intermediário na cidade de Belém. A formação, que teve início em 23 de outubro na Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA), segue até julho de 2024 e reunirá profissionais de Saúde do Norte do País.

Treinamento em Epidemiologia

Ofertado no Brasil a partir dos anos 2000, o Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) foi instituído no âmbito do Ministério da Saúde por meio da sua Secretaria da Vigilância em Saúde (SVS).

O projeto visa implantar um modelo piramidal de treinamentos epidemiológicos de campo no Brasil, a partir de três níveis: fundamental, intermediário e avançado. Por tratar-se de uma capacitação em serviço, cada um desses formatos preserva a valorização do conteúdo teórico nas práticas dos serviços do sistema público de saúde.

Os epidemiologistas de campo têm a função de fortalecer a capacidade de preparação e resposta aos eventos e emergências em saúde pública, por meio da coleta e análise de dados. Esses profissionais investigam os eventos de saúde para tentar controlar e prevenir doenças e agravos. A partir dessas informações, é possível dar suporte às tomadas de decisão, nas esferas federal, estadual e municipal.

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