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Temporada de ventos fortes no Ceará aumenta casos de conjuntivite

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A temporada dos ventos, que dura de julho até dezembro é caracterizada pelos fortes ventos no Ceará. Além do clima ficar mais ventilado e as temperaturas serem mais amenas no período do noite, o período de ventos fortes nesse período propicia o aumento da incidência dos casos de conjuntivites. Isso acontece pela relativa redução na umidade do ar e o aumento dos ventos, responsável por aumentar o número de partículas suspensas no ar.

A contaminação é favorecida pela maior concentração de pessoas em ambientes fechados, comportamento típico do inverno, e também pela queda na imunidade do organismo.

Uma dessas doenças é a conjuntivite, que é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. Ela pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou os dois.

Causas

A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.). A mais comum delas é a conjuntivite primaveril, ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.

A conjuntivite pode ser causada, também, por vírus e bactérias. Nestes casos, ela é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados.

Sintomas

  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • pálpebras inchadas;
  • sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
  • secreção purulenta (conjuntivite bacteriana);
  • secreção esbranquiçada (conjuntivite viral);
  • coceira;
  • fotofobia (dor ao olhar para a luz);
  • visão borrada;
  • pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.

Tratamento

Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.

Prevenção

  • Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes;- lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que estes são veículos importantes para a transmissão de micro-organismos patogênicos;
  • não coçar os olhos;
  •  usar toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos, ou lavar todos os dias as toalhas de tecido;
  • trocar as fronhas dos travesseiros diariamente, enquanto perdurar a crise;
  • não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
  • não se automedique.
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