No primeiro semestre do ano, os pequenos negócios geraram um total de 18.062 empregos no Ceará, o equivalente a 85% do total de empregos formais (21.230). Só em junho, dos 6.571 novos postos, 4.351 foram gerados pelos pequenos negócios. Outras 2.243 vagas foram das médias e grandes empresas, e 38 pela administração pública.
Se comparado ao primeiro semestre do ano passado, houve um leve recuo (18.830). Os dados são de levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Destaques
Em junho, a construção civil foi o segmento que mais se destacou na quantidade de empregos gerados pelas micro e pequenas empresas (2.410), seguido do setor de serviços (971) e comércio (784). Já no acumulado do primeiro semestre, o setor de serviços foi o que mais gerou emprego (8.703), seguido da construção civil (6.056) e do comércio (1.790).
“Já há algum tempo os pequenos negócios empregam mais do que as grandes e médias empresas. Em torno de 99% do universo de negócios formais do país está nessa categoria, o que destaca a dimensão desse universo na base econômica, e isso contempla também o Ceará. Embora esse segmento represente só 30% do Produto Interno Bruto do país, eles têm se destacado, o que não é necessariamente uma surpresa, mas é um dado sempre positivo, pois evidencia a recuperação econômica”, avaliou o consultor em finanças e planejamento, Marcos Vinícius.
Nacional
No cenário nacional, as micro e pequenas empresas também se destacaram, com 710 mil vagas de trabalho, o que corresponde a quase 70% do total de empregos formais gerados no período (pouco mais de 1 milhão de vagas). A estatística é semelhante ao que já havia sido registrado nos primeiros semestres de 2021 e 2022.
“Ampliar a participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais – que hoje é de 30% – é uma das bandeiras do governo do presidente Lula. Este pode ser um poderoso instrumento para impulsionar ainda mais os pequenos negócios”, comenta.
“Entretanto, mesmo enfrentando uma taxa de juros absurda e que inibe o investimento, as micro e pequenas empresas deram, mais uma vez, uma contribuição inestimável à manutenção do emprego no país”, destacou o presidente do Sebrae, Décio Lima.

