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Ciclomobilidade: Fortaleza vai investir prêmio internacional em inovação e segurança

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Fortaleza vai investir os recursos da Bloomberg Initiative for Cycling Infrastructure (BICI) em inovação, tecnologia e infraestrutura. A ideia é dar mais segurança para os usuários, conectar ciclovias e ciclofaixas e gerar dados para subsidiar as políticas. Entre as inovações, está a expansão das bicicletas compartilhadas com adoção de bicicletas elétricas e o estímulo ao uso desse modal para o transporte de carga.

“Teremos uma série de novidades na cidade, como a expansão das bicicletas compartilhadas, inclusive com a implantação de bicicletas elétricas; uma política específica para estimular a logística urbana baseada em bicicletas, já que temos dados que mostram que aproximadamente 20% das cargas de Fortaleza são movimentadas por esse transporte; e ações como a criação de um centro de reciclagem de bicicletas para receber bicicletas usadas, recondicionar e doar para pessoas que precisam”, detalha o presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova), Luiz Alberto Sabóia.

De acordo com ele, os trabalhos de intercâmbio entre as 10 cidades selecionadas e a assistência técnica da Global Designing Cities Initiative (GDCI) começam no fim deste mês. “O BICI é um grande programa que recebeu 275 propostas de todo o mundo e Fortaleza encabeça essa lista. No fim de junho, técnicos da Prefeitura vão a Londres para o evento inicial de integração das 10 cidades escolhidas e durante três anos vai poder traçar uma política de referência no continente em ciclomobilidade”, afirma.

Sabóia explica que essa política terá como foco a ampliação da infraestrutura, chegando a 600 km de ciclovias e ciclofaixas conectadas e protegidas até 2026; o uso de tecnologia para subsidiar as políticas; e o engajamento de outros públicos.

“Vamos aumentar a malha cicloviária e protegê-la com balizadores verticais, usar analíticos de vídeo para monitorar em tempo real o número de ciclistas, a distância percorrida, as vias com maior fluxo e calcular quanto de carbono deixou de ir para a atmosfera, além de engajar novos públicos, como mulheres, jovens, idosos, e pensar em soluções específicas, com todo o cuidado que isso requer, para pessoas com deficiência”, acrescenta o presidente da Citinova.

Dados

Atualmente, Fortaleza possui 419,2 km de deslocamento seguro para o ciclista, um aumento de 516% quando comparado aos 68 km de infraestrutura existentes no final de 2012. De acordo com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Fortaleza é a capital brasileira onde as pessoas vivem mais próximas à infraestrutura cicloviária com 51% dos habitantes morando a menos de 300 metros de alguma ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota ou passeio compartilhado.

Além dos espaços exclusivos para a circulação dos usuários de bike, a cidade possui também 193 estações do Bicicletar e 12 do Mini Bicicletar. São mais de 1.300 bicicletas para atender mais de 400 mil usuários cadastrados. A proposta vencedora de Fortaleza foi elaborada pelo Laboratório de Inovação de Fortaleza (Labifor/Citinova), em parceria com a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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