Os alimentos não dão trégua com aumentos de preços e um pico de alta aconteceu em abril. O conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou uma inflação de 3,38%.
A elevação nos preços alcançou oito dos doze produtos da cesta básica fez com que um trabalhador para adquirir os produtos, respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 669,79.
Em abril, as maiores altas foram do tomate (20,74%), feijão (6,49%) e arroz (1,05%). Dentre os produtos que registraram baixas em seus preços, destacam-se: o óleo (-4,90%), a banana (-1,76%) e o leite (-1,45%).
Acumulado
Há mais de dois anos os consumidores enfrentam aumentos que vão se acumulando, tornando os produtos, mesmo básicos, mais caros para colocar na mesa. Observando as variações semestral e anual da Cesta Básica em Fortaleza, verifica-se que foram de 7,58% e 3,42%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica em abril de 2023 (R$ 669,79) está mais cara do que em outubro de 2022 (R$ 622,57) e mais cara do que em abril de 2022.
No semestre, dos produtos que compõem a Cesta Básica, os que sofreram maiores reduções nos preços foram o leite (-18,34%), o óleo (-7,97%) e a carne (-3,94%). Seis itens apresentaram elevações nos preços, dos quais, destacam-se o tomate (79,09%), a farinha (20,50%) e o feijão (14,13%).
Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, cinco itens apresentaram reduções nos preços, dos quais, destacam-se: o óleo (-25,35%) e o tomate (-7,63%). Os itens que apresentaram as maiores elevações em seus preços foram: a farinha (37,41%), o feijão (18,65%) e o leite (17,99%).
Salário necessário
Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.302,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que despender 113h e 10 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 2.009,37.
Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril de 2023, 55,61% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

