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Tecnologia e olhar cirúrgico sobre os problemas de saúde do Brasil garantem crescimento das healthtechs

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A gestão da saúde, seja pública ou privada, representa um grande desafio no Brasil. Junto a isso, porém, surgem as oportunidades, e as startups de saúde estão atentas a elas. Por isso, elas têm crescido tanto no país: de 2019 para 2022 o número de healthtechs ativas cresceu 13,7% em média nos estados brasileiros, segundo levantamento elaborado pela PwC e a Liga Ventures, com base nos dados da Startup Scanner.

Gabriella Purcaru, Head de Startup no Ninna Hub, avalia que as próprias empresas promotoras de saúde no Brasil já atentaram para o potencial que as startups têm de solucionar problemas de forma mais eficiente, com qualidade e tornando os serviços de saúde mais acessíveis. “Os desafios existem, mas as soluções também. Nas nossas mãos, como hub de inovação, está a missão de conectar empresas tradicionais a empresas de base tecnológica, por um bem maior que é a qualidade da saúde no Brasil, e é o que já temos feito”, diz.

Atualmente, fazem parte do ecossistema do Ninna Hub healthtechs com diferentes linhas de atuações, dentre elas a Idun, que atua como uma plataforma de gestão inteligente de dados em saúde. O modelo traz um gerenciamento orientado de redução do absenteísmo.

“Estudos comprovam que se tivéssemos dados mais qualificados em saúde poderíamos ter uma maior acessibilidade à vida saudável, em torno de 20 a 30%, além de conseguir reduzir em 80% as mortes evitáveis”, afirma Diogo Rolim, CEO da Idun Startup.

Outra startup que compõe o ecossistema do NINNA Hub é a Straloo, que apresenta o conceito da jornada digital integrada para pacientes com problemas ortopédicos. Segundo o INSS, cerca de 72% dos beneficiários foram afastados por  dores crônicas ortopédicas, sendo a principal causa de dor e, consequentemente, afastamento do trabalho.

Lucas Melo, CEO da startup, assegura que “a plataforma vem impactando o sistema de saúde, a vida das pessoas através do acesso que a tecnologia permite, podendo fazer que a gente chegue cada vez mais perto de pessoas que estão mais longe”.

Também faz parte do ecossistema do hub a HelthDev, que nasceu com o propósito de revolucionar o acesso à saúde de todos com o digital. A startup atua através de uma plataforma de Jornada Digital do Paciente que combina empatia com tecnologia. Voltado inicialmente para uso de profissionais de Saúde e Empresários de Clínicas de multiespecialidades, a aplicação, que já usa Inteligência Artificial, facilita por exemplo o acesso ao histórico dos pacientes e prontuário eletrônico.

“As startups podem contribuir com um sistema de saúde melhor, tornando os serviços mais acessíveis e democráticos. Por meio de soluções tecnológicas, é possível oferecer atendimento remoto, reduzir o tempo de espera para consultas e exames, e facilitar o acesso a medicamentos e tratamentos. Tudo isso agindo de forma empática, contribuindo para uma sociedade mais saudável e igualitária” afirma Wagner Pitombeira, CEO e Founder da HelthDev.

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