Nesta terça-feira (22), a italiana Enel anunciou que pretende vender as ações da distribuidora de energia no Ceará. O objetivo seria reduzir a dívida da empresa e investir na ampliação de energia limpa em seis países.
Em nota, a Enel informou que a ação já estava prevista no plano estratégico referente ao período de 2023 a 2025. De acordo com o texto, nenhuma medida ou procedimento foi realizado no sentido de iniciar o processo de venda.
“A Companhia esclarece que a conveniência e oportunidade de alienação das ações de sua emissão é decisão que cabe exclusivamente aos seus acionistas. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado em geral informados, na forma da lei e da regulamentação aplicável”, diz um trecho do pronunciamento.
“Dentre as várias medidas planejadas, foi contemplada uma possibilidade de alienação do controle acionário da Companhia, detido por sua controladora direta Enel Brasil S.A., muito embora ainda não tenham sido iniciadas concretamente quaisquer medidas e procedimentos em tal sentido”, continua o comunicado.
A expectativa é que os ativos sejam vendidos por cerca de R$ 114 bilhões. Já neste ano, a Enel fez uma movimentação semelhante em Goiás, quando transferiu o controle acionário para a Equatorial Energia, e em Fortaleza, ao vender sua participação na termelétrica para a Eneva.
Em se tratando de planos futuros, a Enel tem o objetivo de zerar a emissão de carbono até 2040 e investir em fontes renováveis no Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos e Itália. O previsto é que o investimento na área seja no valor de R$ R$ 202 bilhões.
Esse plano deve ser implementado, em sua maioria, até o fim do próximo ano e não inclui apenas a venda da distribuidora no Ceará. Segundo a empresa, os ativos da Romênia também serão vendidos, além da saída da Enel da Argentina e do Peru.
Em território cearense, a Enel atende todos os municípios. São cerca de 184 municípios do Ceará, segundo informações do site da empresa. Além disso, atende mais de 4 milhões de clientes.

