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Série B: Fortaleza desperdiça pênalti e fica no empate com o Atlético-GO

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Na tarde desta segunda-feira (2), o Fortaleza empatou em 0 x 0 com o Atlético-GO, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.  A equipe teve a chance de marcar de pênalti, com Maílton, mas desperdiçou.

O resultado deixa o Leão mais distante G-2. Com isso, o Leão chega ao sétimo empate nas últimas oito partidas que disputou como mandante.

Com o resultado, o Tricolor do Pici soma 62 pontos e ocupa a quinta colocação da tabela, a três pontos do Juventude, segundo colocado, e a cinco do líder Novorizontino.

Próximo jogo

O Fortaleza encara o Novorizontino fora de casa na penúltima rodada da Série B. O duelo será no sábado (7), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, a partir das 16h10 (de Brasília).

Jogo

Antes de a bola rolar, Paulo Autuori surpreendeu na escalação. O treinador mudou a formação tática da equipe, passando do 4-3-3 para o 5-3-2, com o volante Jailson atuando como um dos zagueiros. No meio-campo, algumas novidades apareceram: o volante Ryan, que não atuava por opção técnica desde a 29ª rodada, foi escalado como titular. Lucca Prior foi outro nome que ganhou uma oportunidade de iniciar a partida — algo que não acontecia desde o fim de abril.

Se a intenção do comandante era provocar uma mudança de postura ou desempenho em relação ao frustrante empate com a já rebaixada Ponte Preta, na rodada passada, isso não aconteceu. Mesmo com o apoio da torcida, que compareceu em bom número ao Gigante da Boa Vista, o Tricolor do Pici apresentou uma atuação muito ruim, tanto do ponto de vista estratégico quanto individual. A equipe abdicou da posse de bola e demonstrou apatia.

Em vez de ser propositivo e buscar o controle das ações, o Leão se acanhou em seu campo defensivo e permitiu que o Atlético-GO ficasse totalmente confortável na partida. Para piorar, dentro dessa proposta de atrair o Dragão, o Fortaleza sequer conseguiu aproveitar eventuais contra-ataques. Foi um time inerte, alheio, mais uma vez — assim como diante da Ponte Preta —, ao peso que o duelo representava para o desfecho da tabela de classificação.

Felizmente para o Leão, que não acertou nenhum chute ao gol, o saldo da primeira etapa não foi uma derrota parcial, mas um empate. Se houve uma equipe que esteve próxima de mudar esse cenário, foi o Atlético-GO. Os comandados de Roger Silva chegaram a balançar as redes aos três minutos, com Adriano Martins, de cabeça, mas o lance foi anulado por impedimento. Geovany Soares também teve uma ótima oportunidade aos 23 minutos, mas desperdiçou.

Em determinado momento da partida, o próprio Atlético-GO se acomodou e deixou de pressionar o Tricolor. O confronto se tornou lento, repleto de erros de execução, sobretudo nos passes, e sem qualquer emoção. Foi o oposto do que se espera de dois clubes que brigam pelo acesso, seja por uma vaga no playoff ou pelo G-2, caso do time cearense. A reação da torcida não poderia ser outra: muitas vaias.

Na volta do intervalo, a primeira ação de Autuori foi tirar Lucca Prior e colocar Kaio Henrique. Outra mudança ocorreu na dinâmica da partida, com o Leão assumindo uma postura mais protagonista, com maior posse de bola e articulações ofensivas mais intensas, enquanto o Atlético-GO se organizou para explorar as transições em velocidade. Mesmo com as duas equipes ainda apresentando dificuldades para criar chances claras, o duelo ficou mais animado.

Do lado tricolor, Mailton arriscou algumas finalizações de fora da área que levaram perigo. Paulo Baya, em duas ocasiões, acertou o travessão do goleiro Paulo Vitor. Conforme os minutos passavam, a pressão do Fortaleza aumentava e o Atlético-GO se desorganizava. Aos 30 minutos, parecia que o grito de gol finalmente seria extravasado pelos torcedores, não fosse o impedimento assinalado contra Cardona, que, de cabeça, chegou a estufar as redes.

Em meio à tensão da partida, o Dragão mostrou que ainda estava vivo a partir dos 38 minutos e quase marcou com Klebert, em finalização forte de fora da área que acertou a trave, e com Terans, em cabeçada da pequena área defendida por João Ricardo. No lance seguinte, Guilherme Lopes também de cabeça, em finalização quase à queima-roupa, carimbou a trave. Foi uma sequência de chances incríveis desperdiçadas pelo time goiano.

O destino ainda reservava emoções para o duelo. Aos 43 minutos, um momento crucial: Rodriguinho foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Mailton, cobrador oficial da equipe e autor de alguns gols dessa forma na temporada, não conseguiu converter. Bateu fraco e mal colocado, facilitando a defesa de Pedro Vitor. No fim, prevaleceu o empate, desfecho que se tornou comum nos jogos do Fortaleza como mandante.

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